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Todo o blog Tour do David Pierce

Já traduzi as outras duas entrevistas do tour e postei no Renovatio Café.
Confira !

Recebemos hoje David Pierce, abaixo você encontra algumas perguntas previamente respondidas por ele via e-mail, fique à vontade em colocar suas perguntas nos comentários e vou transferi-las ao meu blog em inglês onde ele vai interagir, se preferir, fique à vontade em comentar em inglês diretamente lá. Lembre-se que ele mora na Nova Zelândia e o fuso horário de lá é simplesmente o oposto.

Luis Fernando - Já que você esteve algumas vezes no Brasil, até recentemente no Tribal Generation, que tipo de idéia você tem da igreja em geral do Brasil e dos esforços em se construir um testemunho relevante para nossa geração?

David Pierce - Antes de tudo, quero lhe agradecer por me receber em seu blog, Luís. Seria muito bom encontrá-lo quando estiver em São Paulo em Outubro.

Na minha limitada experiência que tenho do Brasil, tenho a impressão de que há muitas igrejas muito boas alcançando a geração emergente. De fato, eu acho que o Brasil é um líder nessa área de várias formas.

Foi muito bom para mim estar no Tribal Generation (junto com o Sandro Baggio e o Aaron) e ver vários ministérios diferentes que estão trabalhando no Brasil e na América do Sul.

Luis Fernando - Com esse tipo de ministério itinerante ao redor do mundo, imagino que vocês vão a lugares que imaginam que nunca mais vão ter a oportunidade de voltar novamente, como vocês asseguram que o fruto do testemunho de vocês tenham o devido acompanhamento em evangelismo ou discipulado?

David Pierce - É um desejo meu que todos que alcançamos como resultado de nossos esforços evangelísticos sejam equipados para se tornar membros maduros do Corpo de Cristo. Por isso estamos bastante comprometidos em trabalhar com igrejas locais e ministérios parceiros para assegurar que os novos crentes recebam o devido acompanhamento e discipulado. Quando necessário, nós trabalhamos para formar igrejas novas pois é comum para nós ministrar em áreas onde há poucas igrejas ou até nenhuma delas lá.

No entanto, eu não concordo com a idéia que se você não puder assegurar que se tenha um acompanhamento você não deva proclamar a Jesus. Todo o dia, as pessoas estão constantemente ouvindo mentiras, seja através da mídia, jornais ou seja aonde elas vão. Então, se eu tiver a oportunidade de proclamar a verdade, eu não somente tenho, mas eu tenho a responsabilidade de fazê-lo.

Por exemplo, teve um dia que estava ouvindo rádio, e uma banda cristã bastante conhecida estava sendo entrevistada em uma rádio popular. Essa banda alcançou um sucesso considerável no cenário musical secular. O entrevistador perguntou ao vocalista da banda de onde eles tiravam sua inspiração. Era como se ele estivesse dando-lhe o espaço para falar a respeito de sua fé em Deus. O vocalista respondeu dizendo, "Eu sei que algumas pessoas dizem que somos uma banda Cristã, mas não somos." Então ele falou que sua inspiração vem de alguns temas sociais que se interessam e de experiências de vida. Então, enquanto ele falava, era como se escutasse uma voz dizendo: "Se você me negar diante dos homens, eu também o negarei diante de meu pai no céu" (Mateus 10:33)

Luis Fernando - Ao treinar grupos para formar ministérios similares ao redor do mundo, que coisas vocês têm em mente a passar que serão importantes para praticar quando estiverem em suas terras natais?

David Pierce - Ao longo dos anos, eu tenho aprendido muitos princípios (na maioria das vezes da forma mais difícil!) a respeito de como efetivamente alcançar a cultura jovem emergente, mas eu acho que um dos princípios mais importantes está na idéia de que você não pode ficar impressionado com o "ambiente" para o qual Deus está te chamando.

Este "ambiente" tem devastado pessoas. Jesus não temeu em confrontar a cultura humana, isto porque ele sempre sabia que esta era doentia e destrutiva. Ele curou no Sabbath, falou com uma mulher Samaritana em um lugar público, ele convidou coletores de impostos para se juntar a ele, comeu com pessoas imorais, ele ofendeu os judeus por não seguirem suas próprias leis, ele falou que não pertencia ao sistema do mundo porque ele trouxe outro Reino, e falou a seus seguidores que eles não pertenciam a esse mundo. Jesus falou na linguagem das culturas que ele tentou alcançar, mas ele não se identificou com a estupidez cultural, confusão, orgulho, egoísmo, injustiça e imoralidade. Jesus comeu com as pessoas, amou-as, curou-as, alimentou-as, usou seus próprios símbolos para comunicar quem Deus era, mas nunca se conteve em falar a eles a verdade.

Entao eu não acho que você tenha que se comprometer com o ambiente. Seja como Jesus e o confronte. Por isso que eu me nego a falar, por exemplo, que sou um punk Cristão, mesmo que eu tenha vivido vários anos dentro da cultura punk. Quão inacreditável seria ligar Jesus a qualquer coisa relacionada a coisas como estes ambientes criados por homens que destroem as pessoas? Eu sou um seguidor de Jesus, não um punk Cristão. NO LONGER MUSIC tem cantado também nos clubes góticos mais famosos da América do Sul, mas isso também não me fez um Cristão gótico. Eu sou um seguidor de Jesus, e é o que importa. Eu influencio o ambiente, e não vice versa. Você precisa estar fora do ambiente. É Jesus quem você tem que seguir.

Parece que algumas vezes quando pensamos em fazer parte do ambiente nos faz mais radicais. Mas isso somente levanta uma idéia de que o ambiente é mais poderoso que Jesus. Jesus é o verdadeiro radical.

No Steiger, nossa visão é treinar, equipar e enviar pessoas ao redor do mundo para alcançar a cultura jovem secular em áreas urbanas e levantar artistas evangelistas que poderiam impactar formadores opinião nos campos de arte e mídia com a mensagem da cruz.

Nós temos uma escola de três meses na Nova Zelândia todo ano para dar treinamento àqueles interessados em alcançar a juventude emergente e na nossa última classe tivemos sete pessoas do Brasil. Nós temos também uma Associação de Artiras Evangelistas que busca desafiar e equipara artistas e músicos a enfaticamente levar a mensagem do evangelho fora da igreja.

Veja nosso website – www.steiger.org – Se você quiser mais informações do Steiger veja no - http://timetoact.steiger.org - para mais informações sobre o No Longer Music.


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David Pierce no CheckList!

David Pierce está realizando um blog tour e meu blog foi escolhido para uma visita dele no próximo sábado, dia 31.
David Pierce é diretor do Steiger International e da banda No Longer Music, pude vê-los há uns 4 anos atrás (nossa, como o tempo passa rápido!) lá no Projeto 242 em uma senhora apresentação.
Se você não tem idéia do que eles fazem, o video abaixo pode te ajudar

Amanhã eu vou saber melhor o que o David Pierce vai fazer por aqui, pois ele estréia a tourné no TallSkinniKiwi. Aí volto para lhe explicar melhor o que vai rolar e um pouco mais de David Pierce.
Prepare suas perguntas!

A mensagem da sua cidade


O quanto sua comunidade ouve sua cidade?
Essa semana voltei a utilizar ônibus para ir ao trabalho e pude ouvir duas mensagens da série que a Mosaic está desenvolvendo Intersections: Sign of your time, eles pediram ao pessoal da igreja enviar Outdoors interessantes que encontraram pelo caminho, e a igreja começou a desenvolver suas mensagens com base nos slogans de alguns Outdoors.
Achei uma boa sacada interpretar os Outdoors como mensagens que a cidade passa às pessoas, não chega a ser o caso de São Paulo que excluiu todos os outdoors da cidade (exceto daquele maluco que coloca palavras desconexas sobre Jesus na Zona Norte), sinto até saudade das campanhas de marketing que tinham. De qualquer forma, a cidade nos passa mensagens todo o tempo, é fundamental entender o que ela nos passa dia a dia.

Encontrei uma apresentação muito boa a respeito de igreja urbana, ele fala sobre cinco conceitos bem interessantes para se pensar quando se vai plantar uma igreja na cidade, lugar, objetos, comunicação e comunidade, a forma como a apresentação explora esses conceitos com certeza podem fazer você pensar fora da caixa padrão do que se tem encontrado em igrejas por aí. Encontrei no blog do Elacin Rosário Cruz, colaborador da Mustard Seed.
Já comentei aqui sobre o conceito de terceiros lugares, e é o que vemos de forma mais prática nessa apresentação. A igreja ou pode ser o terceiro lugar, mas têm que ir muito além do que comprar uma mesa de ping-pong; pode também explorar os terceiros lugares que já foram adotados por aí, só não pode deixar de se engajar com sua comunidade de forma intencional, afinal, a igreja se institui para isso.
Por falar nisso, hoje mesmo acabei no site da Small Boat Big Sea, que é a comunidade que o autor Michael Frost participa lá na Austrália, é o tipo de comunidade que me faz querer ajoelhar na mesma hora para orar por exemplos assim aqui na nossa terra, é o tipo de coisa que a gente precisava demais aqui!. Eu sou muito sensível quando vejo exemplos legais como esse e fico sonhando longe. Que Deus nos ajude!

O DNA da liderança Cristã


O DNA da liderança Cristã, de Rubens Muzio foi apresentado pra mim pelo Sandro Baggio com bastante entusiasmo, a gente tem trocado recomendações de vários livros sobre igreja emergente que temos importado, e o entusiasmo vem justamente pelo fato desse livro ser nacional, feito por um autor brasileiro que busca trazer conceitos de igreja missional no contexto brasileiro.
O entusiasmo se justifica, precisamos realmente de produções nacionais que possam dirigir as igrejas e os líderes para uma igreja realmente relevante. Mesmo que esse livro traga conceitos bastante básicos a respeito de igreja missional, achei muito oportuno termos um trabalho que possa despertar a liderança a esses conceitos tã importantes hoje.
A chamada do livro é bastante interessante: "Com quem você quer aprender a liderar?", e ele expõe esse problema no primeiro capítulo quando diagnostica a igreja atual, muito pastor, no pretexto de tornar sua igreja mais relevante, tem buscado exemplos de liderança e gestão no mundo dos negócios tansformando sua igreja como uma empresa, isso quando temos o exemplo de Jesus Cristo que é fundamental para as comunidades hoje. Só achei que a cobertura da influência das igrejas neopentecostais hoje teve uma cobertura proporcionalmente menor.
E esses fundamentos são descritos de forma fantástica quando discute os fundamentos bíblico-teológicos para um modelo missional de liderança, foi um capítulo que grifei bastante (acho que só esse capítulo já vale o livro), é uma aplicação bastante clara do conceito de que nossa idéia sobre Jesus Cristo vai determinar como vamos enxergar nossa missão, o que vai definir como vamos estruturar a nova igreja que originamos:

"Uma correta compreensão de sua encarnação, morte, ressurreição, ascensão e volta influenciará decisivamente no desenvolvimento de uma eclesiologia robusta e, consequentemente, na formação de um conceito correto de liderança ministerial." (p.76)

Em seguida ele busca estabelecer o ambiente onde a igreja vai se estabelecer de forma missional e passos para implementação de um plano missional para a igreja.
"Muitos teólogos afirmam que, no século XX, o cristianismo reduziu-se a religião, uma instituição dentro do complexo sistema social, uma entre muitas engrenagens da máquina da sociedade. Algumas vezes, o cristianismo exerce uma função moral ou comunitária, ajudando as pessoas a ser melhores cidadãs ou cooperando com a comunidade. em outras oportunidades, ele se seculariza, submetendo-se aos poderes e valores mais marcantes da época, como a busca pela felicidade e prosperidade material própria do capitalismo. O grande desafio para os líderes missionais é fazer com que o evangelho atue dentro da cultura sem que seja distorcido por ela..." (p.140)

Como já falei, não teremos igreja emergente sem as comunidades emergentes, livros como esse podem nos ajudar bastante nesse caminho.

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Pré Soularize

O Soularize é na próxima semana e eu já me inscrevi, como falei, tenho boas expectativas do que o pessoal está planejando para o Web-evento.
Amanhã, o Spencer Burke, organizador do evento, programou um webcast com Ori Brafman, Ori é o autor de "Quem está no comando? A estratégia da estrela do mar e da aranha", o livro fala das organizações como estruturas do tipo aranhas, as organizações tradicionais com hierarquias rígidas e centralização da liderança e as estruturas das estrelas do mar baseadas nos relacionamentos entre semelhantes. O objetivo do Spencer Burke é analisar as igrejas aranha como estruturas bastante hierarquizadas em um mundo de estrelas do mar, identificar estrelas do mar empreendedoras e discutir modelos híbridos. Estruturas orgânicas e modelos institucionais podem viver em harmonia?
O Webcast vai ser amanhã às 23:00 e pode ser acessado gratuitamente pelo endereço http://www.soularize.net/feedlive
Por falar no pré-soularize, aquele webcast que falei há algumas semanas está disponível no PodCast do Soularize, foi uma conversa do Spencer Burke com Alan Hirsch e o Neil Cole, e vale a pena conferir se você estiver interessado em igreja missional ou igreja orgânica, os dois entendem muito bem do assunto.

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Destaques do meu feed

Queria destacar um post do JR Woodward All About LA por dois motivos, primeiro por dar uma dica interessante de um envolvimento missional com sua cidade, eu aprendo muito com ele:

"Pessoas em missão têm que estar constantemente "lendo sua cidade" e estando a par com o que está acontecendo, para melhor contextualizar e personificar as boas novas. É por isso que gosto de colocar alguns posts sobre Los Angeles..."
Em segundo lugar, porque ele compartilhou alguns trechos de uma entrevista feita no LA Times com Jaime Lerner, de quem muitos de nós já sabemos do quão inteligente ele é em planejamento de cidades.

Outra novidade muito boa que li no blog "Emerging Village" que foi também compartilhada pelo amigo Alexandre Seloti, foi a notícia da filmagem de Blue Like Jazz, ou, como muitos daqui conhecem: "Como os pinguins me ajudaram a entender Deus". Aqui estao os comentários, e aqui as palavras do próprio Donald Miller à respeito.

Promessas de um exilado

Do livro Exiles, de Michael Frost:

"Os exilados são chamados à ação baseados nas seguintes promessas:
  • Seremos autênticos: em um mundo da hiper-realidade, ambientes temáticos, falsas celebridades e experiências fabricadas, exilados irão viver a promessa de serem honestos, genuínos e reais;
  • Serviremos a uma causa maior que nós mesmos: Exilados não se lançarão de cabeça na política operacional padrão do império de serem preocupados primariamente em suas próprias necessidades. Eles se unirão para criar comunidades de amor e serviço
  • Nós criaremos comunidades missionais: Exilados manterão a promessa de que é possível aos humanos se unirem por outros, oferecendo seus dons individuais e aprendendo de cada um, enquanto se comprometem em uma tarefa comum
  • Nós seremos generosos e praticaremos a hospitalidade: Além da hospitalidade convencional, os exilados se colocarão a serviço do faminto e do necessitado
  • Nós trabalharemos corretamente: Exilados prometem fazer todas as coisas, inclusive seu trabalho secular, como expressão de uma criatura enviada por Deus para todos os lugares do império"

  • Você está preparado?

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    Deus é verde

    A Mars Hill Bible Church de Michgan, do Rob Bell dedicou o mês de julho para colocar a questão ambiental como adoração e serviço a Deus, passaram 5 domingos com o tema "God is Green"; pela série, podemos sentir claramente que a igreja colocou essa questão como sua prioridade (pois é nas mensagens que a igreja coloca as questões prementes e estratégicas).
    Rob Bell refletiu em Jó 38 para mostrar o prazer de Deus com esse planeta mostrando o quão seria prioritário para todo cristão também o cuidado com nosso ambiente (drivewaya michiganus), e, alguns domingos depois, a história da Torre de Babel para refletir sobre a tecnologia e o que o tijolo (segundo Rob Bell, o IPhone daquela época) fez com as pessoas no sentido delas se distanciarem e se independerem de Deus (Towers and tomatoes). Ele contou também com Matt Krick, que abriu a série com o relato da criação (God is Green) e fechou a série junto com Rob Bell dando várias dicas a respeito de uma vida ambientalmente responsável (the new seatbelt).
    Alguns pontos ficaram em mente:

  • A questão da responsabilidade ambiental, mais do que "o que iremos substituir" seria "como podemos viver com menos?" essa é uma pergunta bem relevante para o americano, cujo consumo sustenta o mundo. Nem por isso deixa de ser relevante também para nós da classe média, não estamos tão atrás
  • Rob Bell lembrou da postura do Faraó com os Israelitas que, por causa das intervenções de Moisés, resolveu aumentar a produtividade deles cancelando a ajuda ao trabalho, depois dessa ordem eles tiveram que buscar o feno por si próprios, depois ainda exigiu uma quantidade maior sem oferecer nada para isso, essa atitude era por causa do pecado. Sabe que sempre quando eu vejo as funções sendo distribuídas entre os amigos que ficam depois que alguém pediu demissão, lembro do faraó negando palha aos israelitas. A produtividade avançando sobre os relacionamentos
  • Havia um tempo em que o cinto de segurança era inútil, Rob Bell lembrava o quanto era gostoso ficar no espaço entre os pais no carro, não era só gostoso, mas também muito perigoso! À medida que começaram as obrigações, o uso foi se tornando cada vez mais comum e hoje é até difícil sair sem o cinto, assim pode ser com tantos procedimentos novos que podemos tomar com respeito à economia de energia, emissões de gás e consumo de comida

  • A idéia geral foi de que o cuidado com nosso planeta não deveria ser algo da moda, mas um fator de expressão da nossa espiritualidade. A busca das pessoas na preservação ambiental é um sinal da busca desse mundo por Deus, caberia a nós até a liderança nestas questões, tamanha a importância desse planeta a Deus e o cuidado (dado a nós desde o Gênesis) como nossa primeira função. Um detalhe que Matt Krick revelou em sua mensagem: Jesus, logo após a sua ressurreição foi confundido com um jardineiro!
    O site também tem os slides das mensagens, se você for ouvir as mensagens em casa, acho que os slides em PDF vão ajudar bastante.

    Uma imagem vale mais...

    Nesse mesmo blog, a autora criou alguns pôsteres que estão rolando pela blogosfera emergente por causa de suas definições poderosas sobre a igreja missional, já compartilhei um no Projeto Mandaqui e quero começar com um nesse blog, que talvez reflita meu momento de vida:

    Tem gente morrendo por Cristo


    Bonita essa turma não é! É um pessoal da Igreja Presbiteriana de Saemmul se preparando para uma viagem missionária, embora eu nunca tenha tido uma oportunidade de ir para uma viagem missionária, eu acho essas viagens demais! O tipo de coisa que eu acho super importante para formação espiritual de um jovem ou adolescente. Conhecer um povo novo, necessidades urgentes e conhecer bem de perto o que Deus pode fazer através da sua vida.
    Esse pessoal escolheu o Afeganistão, lugar perigoso, mas se eles não fossem fazer trabalho humanitário, quem iria? Às vezes o chamado de Deus é tão louco que só a fé para entender mesmo.
    Só que aconteceu o que mais se temia, eles foram sequestrados pelo Talibã, estavam no lugar errado na hora errada, e acabaram sendo motivo de intriga internacional, dois deles já morreram, os testemunhos de grandes livramentos não são para todos, Deus sabe o porquê.
    A Coréia é a segunda nação que envia mais missionários desse mundo, quando ouvi o quanto eles aplicam sua disciplina constante de sua cultura nos assuntos da fé eu fico realmente pasmo, as orações antes do trabalho, as férias dedicadas a Escolas Bíblicas. Eu realmente tenho muito que aprender com eles.
    E ao ver esse exemplo, meu coração também sofre com o que deve estar acontecendo com eles. Entre o Talibã, pessoas que tentam evangelizar muçulmanos merecem a morte. E minha oração é que Deus os salve e os conforte nesse momento em que outros decidem sobre sua vida. Um momento de limiar que eles devem estar vendo Deus muito de perto.
    Soube pelo blog de Sivin Kit (da Malásia) sobre Eugene Cho (Coreano americano) que está fazendo um diário dessa crise.
    Ore por eles!

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    Demorou um pouco, mas acabei essa missão de apresentar um pouco o livro, espero que tenha sido uma síntese só para te dar o gosto de examinar o livro, esse livro foi bem aceito na comunidade emergente internacional e seu conteúdo justifica essa aceitação. Alan Hirsch não nos dá só palpites ou tendências para a igreja, mas apresenta uma alternativa bem factível para a igreja em uma era pós cristã. Suas apresentações são bem densas e combina não somente bases teológicas, mas se aproveita muito da inteligência contemporânea. Por tudo isso o que coloquei é somente um resumão para dar um gosto para você pesquisá-lo melhor.
    Tenho em mente que esse livro, mais o livro "Emerging Churches" de Eddie Gibbs mais o "The Shaping of things to come" são livros essenciais para se expandir as idéias a respeito da igreja emergente ou igreja missional, espero fazer uma apresentação sobre o segundo no nosso próximo encontro do grupo emergente aqui em São Paulo. O Sandro Baggio está bastante entusiasmado com o livro "O DNA da liderança cristã" e pelo que me falou, é um representante em português bastante interessante para se juntar a essas discussões.
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    Nesse último aspecto presente no mDNA, Hirsch coloca uma peculiaridade na vida comunitária e por conta dela diferencia até seu nome para communitas:

    Communitas, como veremos, pode assumir formas variadas, mas seja elas quais forem, ela descreve exatamente o tipo de comunhão e amizade que era experimentado nos movimentos fenomenais de Jesus, e torna-se então, em um elemento essencial à genialidade apostólica. (p.218)

    Um dos fatores mais enfatizados pelo autor ao longo desse capítulo, é a limiaridade, a communitas não é somente a reunião de pessoas, mas há uma causa muito forte os unindo e há também uma união bastante solidificada através das experiências limite da comunidade, exige não somente um tempo comum, mas sofrimentos em comum assim como vitórias em comum.
    Um fenômeno triste que ocorre em várias comunidades com a emergência da cultura pós-moderna tem sido a fuga em torno de um mundo paralelo. Ao invés da comunidade enfrentar esse caos e se adaptar, ela acaba fugindo dele criando um mundo artificial, no entanto, não vamos deixar de ver as consequências daqueles que terão que enfrentar o mundo sozinho e vão enfrentar uma grande frustração. Com um exemplo que a maioria de nós vimos no "Procurando Nemo" o autor ilustra:
    "...podemos dizer que a sobrevivência dos sistemas vivos favorece o aumento do nível de adrenalina, atenção e experimentação. Por exemplo, "peixe em um aquário pode nadar, se alimentar, obter comida com o mínimo esforço e se manter livre de predadores. Mas como todos os donos de aquário sabem, estes peixes são etremamente sensíveis às menores variações do aquário. Os donos tem que regularmente limpar o aquário, monitorar a temperatura, monitorar o pH e alimentar os peixes. Isso porque não há um ecosistema natural no aquário - é um ambiente artificial. Por ouro lado, o peixe no mar tem que trabalhar muito mais duro para se susentar e são sujeitos a maiores ameaças. Mas porque eles aprenderam a lidar com mais variações (temperaturas, suprimento de comida, predadores etc) eles são mais fortes quando encontram um desafio" (p.229)

    Interessante que o autor gosta do Paulo Coelho, assim como no livro anterior, nesse livro ele colocou uma frase dele: "Um barco está mais seguro quando está no porto. Mas não foi para isso que o barco foi feito". Ele soube reter o que é bom!
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    Hoje é dia de Live Earth


    O MSN está promovendo o site em português e vale a pena consultar, curtir o som e ver que a recuperação desse mundo depende também de providências individuais que cada um de nós pode tomar.
    Passa lá!
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    Se fala muito contra a institucionalização da igreja, o autor se junta a estas vozes, mas o que vai substituir a igreja como uma máquina bem ajustada? Hirsch propõe uma visão mais orgânica que veja a igreja como fora proposta pelos apóstolos, um organismo vivo.

    "À medida que crescemos e começamos a operar no modo clássico de crescimento da igreja, era cada vez mais difícil encontrar Deus no meio de um aparato semelhante a uma máquina que era necessário para 'tocar a igreja'... Um enfoque de sistemas vivos busca estruturar a vida comum de uma organização ao redor dos rítmos e estruturas que espelham a vida em si mesma. (p.182)"

    No estudo de alguns autores que propõem um enfoque orgânico, Hirsch encontrou alguns aspectos que favorecem essa análise: todas as coisas vivas parecem ter uma inteligência nata; a vida parece ser sempre interconectada; informação trará mudanças à medida que todos os seres vivos respondem à informação e estes seres vivos respondem aos desafios de adaptação e emergência. Para esse enfoque funcionar, precisamos de algumas providências:
  • 1. Precisamos assumir que todo grupo particular do povo de Deus, se são fiéis, tem tudo que eles precisam para se adaptar e sobreviver em qualquer situação (mDNA latente)
  • 2. O trabalho da liderança missional aqui é trazer vários elementos ao sistema para um interrelacionamento significativo
  • 3. Precisamos levar o sistema até o limite do caos; isto é, ele precisa ser altamente reativo a seu ambiente
  • 4. Como os sistemas existem em uma massa de informações desordenadas, a tarefa da liderança aqui será ajudar a selecionar o fluxo de informações e focar a comunidade ao seu redor

  • Interessante que essa necessidade do caos tem sido cada vez mais emergente pois, os sistemas vivos que entram em equilíbrio tendem à morrer ou definhar, só essa aproximação fará com que o sistema vivo responda melhor às novidades que lhe são propostas e crie soluções para sua adaptação. O livro mesmo já dedica um anexo inteiro definindo a teoria do caos em relação à igreja pós-moderna.
    "Plantar uma nova igreja ou remissionalizar uma já existente, não é um enfoque primariamente em construir templos, definir cultos de louvor, tamanho de congregações e cuidado pastoral, mas posicionar toda a comunidade ao redor de um discipulado natural nas amizades, louvor como um estilo de vida e missão no contexto da vida cotidiana.(p.185)"

    Nesse enfoque orgânico, vemos que a geração de novas comunidades se daria através de um nascimento de outro organismo vivo e não pela clonagem, isto é, as comunidades deveriam gerar outras sem se preocupar que estas sejam um cópia delas. E a geração de novas igrejas deveria ser algo realmente natural, igrejas que não geram outras, são casos realmente preocupantes.
    Finalmente, temos dois aspectos orgânicos que devem estar presentes na vida da comunidade, um é a questão da rede de relacionamento, comunidades operam em redes descentralizadas, o autor citou até o Al-Qaeda como um movimento que soube utilizar muito bem esse aspecto de operação em rede. Outro aspecto é o crescimento, a verdade do evangelho é algo para ser transmitido de forma viral, algo que deverá contagiar pessoa a pessoa, se idéias como ICQ, Orkut cresceram dessa forma, por que a boa nova de Cristo não deveria? Cabe lembrar que a boa nova de Jesus Cristo já foi transmitida de forma viral em vários movimentos de Jesus na história, basta recuperar esse aspecto apostólico desses movimentos.
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    Comunidades orgânicas não têm uma fórmula, têm um tipo de liderança peculiar, o qual o autor qualifica de liderança apostólica. Este é quem vai personificar o mDNA e vai criar todo o ambiente para que as outras funcionalidades da igreja funcionem de forma correta.

    "Ministério apostólico é basicamente uma função e não um cargo. Cargo, como nós normalmente concebemos, se refere a uma posição em uma instituição estabelecida e centralizada, e requer que sua autoridade venha de um cargo na estrutura institucional... Ministério Apostólico, o qual esteve muito ativo na igreja primitiva, era percebido como um dom e um chamado por Deus, e era autenticado por uma vida consistente com sua mensagem, e reconhecido por seus efeitos no movimento e em seu contexto era, literalmente, a extensão da missão de Deus e da sustentabilidade e saúde das igrejas"(p.153)

    O ministério apostólico requeria três funções básicas:
  • 1. Personificar o mDNA através da abertura de novo campo para o evangelho e a igreja
  • 2. Proteger o mDNA na aplicação e integração com a teologia apostólica
  • 3. Criar o ambiente para que outros ministérios surjam

  • Segundo o autor, o ministério apostólico criaria o ambiente para o ministério profético, que por sua vez criaria o ambiente para o ministério evangelístico, que criaria o ambiente para o ministério pastoral, que criaria o ambiente para o ministério de ensino.
    Como enfatizado, essa autoridade não vem do nome, mas da vida, vem do exemplo do servo sofredor e assim de sua influência da sua mensagem corroborada por seu exemplo.
    O autor relembra a estrutura apostólica levantada em seu livro anterior e detalha suas funções na comunidade, às quais se encaixam na idéia de um sistema de aprendizado aberto, possibilitando ao grupo os processos de "encaixar e dividir" assim como "contender e transcender", o grupo "encaixa" no momento em que se une e "divide" quando ele se abre para receber novas idéias. "contende" quando se estimula o debate e "transcende" quando todos se comprometem a resolver as diferenças e encontrar novas soluções.
    De uma forma bastante prática, o autor sugeriu como funcionaria a equipe apostólica em uma comunidade orgânica, cada funcionalidade teria uma equipe cujo líder participaria da equipe de liderança da comunidade, e estas funcionalidades poderiam trabalhar da seguinte forma:
  • Apóstolos - plantação de igrejas, estratégia e rede do movimento
  • Profetas - advocacia, justiça social, oração e intercessão
  • Evangelistas - evangelismo, cursos alpha, alcance nas ruas
  • Pastores - Louvor, cuidados pastorais, grupos pequenos
  • Mestres - Mensagens, cursos e desenvolvimento de materiais

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    Aqui, Alan Hirsch relembra um aspecto que desenvolveu bastante no seu livro anterior: The Shaping of Things to come, o impulso Missional Incarnacional. Como já comentei, ele descreve a igreja hoje como altamente atracional, as pessoas são atraídas para a igreja para só então ter alguma experiência do reino; no aspecto incarnacional, a igreja se faz presente na sociedade, vai até a sociedade promovendo o reino.

    ...olhamos para o ímpeto e o padrão dos movimentos de Jesus através do tempo e do espaço, um fator que escolhi chamar de impulso missional-encarnacional... a tese desse capítulo é que, a não ser que abracemos este modo, nós efetivamente trancaremos a genialidade da igreja apostólica, literalmente, em semear e permear o evangelho nos diferentes grupos, culturas e sociedades e assim semear as sementes da multiplicação rápida... enquanto é um elemento decisivo do mDNA, é um dos meios mais superficialmente cobertos porque é ofuscado e capturado pelo pensamento sincero que é moldado em outro modo e capturado por outra idéia - o evangelismo atrativo.(p.128)

    Relembramos que a natureza da missão desde o envio de Jesus ao mundo é o de enviar ao invés de atrair. Jesus foi enviado e levou o evangelho a diversas culturas dentro da Israel ocupada e encarnou, viveu o evangelho onde esteve. O autor identificou quatro dimensões na encarnação de Deus em Jesus, o messias: Presença, Proximidade, Serviço poderoso e proclamação.
    O autor, no seminário onde leciona, a Forge Mission Training Network, apresenta um princípio para o engajamento na missão em uma missão pós-Cristã:
    Cristologia determina a missiologia e esta determina a eclesiologia.

    A forma como vemos a pessoa de Jesus Cristo define o quanto vamos abraçar a missão, em Jesus vamos saber como lidar com as pessoas que precisam ser alcançadas pelo reino. Uma vez que aprendemos e nos engajamos na missão, a igreja será definida desse relacionamento.
    Um exemplo desse impulso é a forma de se ver o Terceiro lugar, reconhece-se o primeiro lugar como o lar e o segundo como a escola ou o trabalho. Trabalha-se então para oferecer o terceiro lugar para as pessoas pertencerem:
    Qualquer lugar em que as pessoas se juntam por razões sociais poderiam ser um bom lugar para o engajamento missionário. Terceiros lugares (o lugar onde escolhemos para passar um pouco o tempo) são barzinhos, cafés, clubes, centros esportivos etc. Para essas comunidades, a igreja se localiza onde quer que eles estejam.(p.147)

    Já pensou na sua igreja como um bom terceiro lugar? Já pensou em desenvolver sua comunidade em um desses terceiros lugares?

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    Alan Hirsch considera o discipulado como um dos aspectos mais importantes do mDNA, os movimentos cristãos mais importantes da história foram conduzidos por discípulos e tiveram sua sequência devido aos discípulos que os primeiros geraram.

    "Para o seguidor de Jesus, o discipulado não é o primeiro passo de uma carreira promissora. Este é em si mesmo, o cumprimento de todo seu futuro. (p.103)

    Muito infelizmente, a prática do discipulado é uma prática meio em desuso, à medida que a igreja abraçou a forma atracional, ela apelou muito para a cultura corrente em que ela começou a mercadejar suas experiências espirituais em troca do tempo do crente e também de seus recursos, a igreja busca a experiência do momento para garantir que seu seguidor está desfrutando do melhor e emprega profissionais para promovê-lo. Por causa desse viés, o autor vê no consumismo, a maior ameaça ao cristianismo verdadeiro, muito maior que qualquer outra religião ou ideologia, pois foi dessa forma que fazer igreja se tornou algo para profissionais, e o discipulado, como mera absorção de idéias, foi reduzido ou desprezado.
    O autor vê a idéia do discipulado como uma conspiração dos pequenos Jesus'es:
    "Se o coração do discipulado é se tornar como Jesus, então me parece que uma leitura missional desse texto (Mateus 28:18-20) requer que vejamos que a estratégia de Jesus é ter todo um lote de suas imitações, pequenas versões dele infiltrando cada parte da sociedade e se reproduzindo a si mesmos e através destas pessoas em todo lugar de todo o mundo."(p.113)

    Nesse caso, a autoridade não viria meramente em um cargo dado, mas à influência exercida pelo discipulador. A forma orgânica, não olha para o organograma, mas para a energia.
    Uma coisa que me chamou muito a atenção do ReImagine, em San Francisco, foi sua formação de lideranças, a comunidade é pequena, mas eles treinam lideranças vindas de várias partes do país. Eles fazem isso não somente com seminários ou conferências, mas simplesmente com vivência, as pessoas vão para casa de alguns dos líderes e passam um tempo aprendendo com eles, andando pela cidade, escrevendo poesias etc.
    Mas uma coisa muito importante para esse passo é que para isso, você tem que viver esse evangelho, não estamos falando de assimilação de idéias, mas de influência de vida. Se você quer criar cópias de Cristo, Jesus já deve estar bem refletido em sua vida.

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    O autor começou o livro nos mostrando dois movimentos de Jesus poderosíssimos na história: a igreja primitiva, que no ano 100 tinha 25.000 crentes e no ano 310 já tinha 20.000.000 de cristãos; o segundo exemplo é a igreja chinesa, que hoje conta com 80 milhões de crentes se reunindo de forma escondida, sem a menor estrutura, sem literatura decente disponível, sem uma liderança razoavelmente treinada e com uma perseguição pesada.

    "Presumivelmente, se alguém está disposto a morrer pela fé, ele já foi muito além da mera crença até à situação da fé genuína e amor por Deus... Perseguição leva os perseguidos a viverem muito próximos de sua mensagem - a simples menção ao evangelho de Jesus aciona seu poder liberador."

    O exercício é verificar como uma igreja dessas conseguia progredir sem todas as coisas que julgamos até essenciais à igreja hoje. Chegamos ao ponto de tentar entender o que é o mínimo necessário para a igreja.
    "Para sobreviver ao contexto da perseguição, eles devem se livrar de todos os impedimentos, incluindo uma concepção predominantemente institucional de ecclesia... Para uma igreja marginal, toda a bagagem de interpretações tradicionais desnecessárias e parafernália teológica é removida"

    E prosseguimos em entender como essa simplicidade se manifesta:
    "O estudo dos fenômenos históricos dos movimentos de Jesus me leva a concluir que a resposta é encontrada na substância de um monoteísmo genuíno bíblico - um encontro existencial com o Deus único que nos salva"

    O autor examina esse monoteísmo na forma hebraica de se crer no Deus único, que leva a pessoa a considerar Deus como o deus de toda sua vida, que dá base para todas as nossas decisões. Jesus, quando invocou o Shema, se colocou nesse contexto de Senhor sobre todas as coisas.
    Em vista disso não há como considerar as coisas como sacras ou não sacras, uma visão dupla da vida, como regiões onde Jesus é Senhor e outras onde nós ou a cultura seja o Senhor nos levaria ao politeísmo, coisa que Deus odeia.
    Deixo a conclusão com o próprio autor:
    "Nós precisamos tão somente olhar para nossas próprias vidas; quando nós pecamos deliberadamente, ou quando nos recusamos em permitir que os mandamentos de Jesus se apliquem em todas as dimensões de nossas vidas para responder em obediência, nós efetivamente limitamos o senhorio de Cristo e seu propósito de domínio absoluto. (como em Lucas 6:46)... O quanto chega a ser longe demais? Eu sugiro que seja quando nos recusamos a trazer aspectos de nossa culturas e vidas abaixo do senhorio de Jesus - simples assim."


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