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Aproveitando as conferências

Agora que estou com um rádio no carro que aceita o que o meu MP3 toca, estou conseguindo dar conta de boa parte daquilo que estou baixando. Um Podcast que eu recomendo e que está á disposição é o da conferência Exponential que foi realizada no mês passado em Orlando, teve um grupo do Brasil que esteve lá e por conta disso eu comecei a fuçar um pouco no site, eles levaram uns conferencistas excelentes para falar a respeito de plantação de igreja e lá você vai poder ouvir, Wayne Cordero, Alan Hirsch, Tim Keller, Rick Warren etc... Ontem eu pude ouvir uma mensagem do Bill Hybels, fazia tempo que não ouvia nada dele e me identifiquei muito com ele quando ele descrevia a história do começo da Willow Creek, muito bom! Quando ouvi ele falando a respeito de se andar pela fé e não por aquilo que se vê. Quando se caminha contando com as pessoas que ainda não estão com você ou com recursos que ainda se está longe de se ter é uma grande loucura, mas faz parte da grande aventura que Deus nos chama a trilhar.
Passando de alguém bem pouco emergente para o outro extremo, antes de ontem pude ouvir uma mensagem de Shane Claiborne, a mensagem foi dada na conferência do Mustard Seed Associates: "The New Conspirators", boa parte das palestras estão à venda por US$ 3.00 cada e eu já separei para comprar assim que puder, as mensagens do Mark Scandrette sobre paternidade intencional, do Eugene Cho, sobre o Quest, da Chistine Sine sobre os ritmos de vida e com Tom Sine sobre as ações para se praticar tudo isso. A do Shane Claiborne, Radicais normais agindo nas ruas, é gratuita, por isso que a ouvi, e é muito boa também. A gente consegue ter mais idéia até onde está chegando essas ações emergentes através desse pessoal que está radicalizando sua busca a Jesus Cristo com ações poderosas nas comunidades. É um cara que está cada vez mais presente nas conferências, principalmente depois do último livro dele "Jesus for President", e você precisa ouví-lo.

Vivendo como Exilados


Há um tempo atrás, quando li o livro, Exiles: Living missionally in a post Christian Culture até achava que este livro merecia uma cobertura como as que dei ao Emerging Church, The Shaping of Things to Come e The Forgotten Ways, mas o tempo passou e a idéia meio que dormiu, isso até agora quando vi a grande oportunidade de escrever uma revisão deste livro no Renovatio Café, deu um enorme trabalho (tá vendo porque estou postando menos?), mas acabei de postá-lo lá. Minha alegria foi poder compartilhar de uma forma mais profunda o conteúdo bastante rico dos quatro livros que eu particularmente acho mais importantes para a igreja missional/emergente e dos quais eu guardo conceitos em minha cabeça para aplicá-los tão logo consiga plantar uma comunidade por aqui, os textos acabaram saindo bem compridos, mas acho que vale a pena verificá-los:

  • Emerging Churches, Eddie Gibbs e Ryan Bolger
  • The Shaping of Things to come, Michael Frost e Alan Hirsch
  • The Forgotten Ways, Alan Hirsch
  • e agora
  • Exiles, Michael Frost
  • Pray like crazy!

    Pude acompanhar uma última meia hora do WebCast do Shapevine com Dan Kimball, ainda não sei se estamos a 2 ou 3 horas do EST, nessa meia hora pude acompanhar alguns dilemas da plantação de igrejas inclusive uma afirmação dele de que a igreja deveria ter o ambiente da casa da avó (teve um cara inclusive que brincou falando que na casa da avó dele, todos os móveis são cobertos com plástico), mas tenho reforçado cada vez mais minha convicção de ter uma igreja com layout mais próximo de sala de estar do que um auditório. Mas teve uma resposta dele que mexeu bastante comigo, perguntaram para ele quais as recomendações dele para quem está plantando uma igreja e ele deu duas recomendações:

  • 1- Nunca plante uma igreja sozinho, o tipo de recomendação super-válida, mas que se torna um grande obstáculo à medida que você tem pouquíssimas pessoas em nossa cidade dispostas a deixar o ambiente seguro de sua igreja local e entrar em uma aventura de começar uma estória diferente na cidade, por causa disso sua segunda recomendação é extremamente urgente e importante
  • 2- Ore muito, ore que nem um maluco - e é essa recomendação que tem martelado minha mente o tempo todo de quinta para cá, sabemos muito o que fazer, temos muitos recursos mas dependemos totalmente de Deus para que alguma coisa aconteça com nosso projeto de igreja, inclusive as pessoas que precisamos que nos ajudem, vão vir de sua misericórdia e Graça com a gente.
    E é assim que começo o ano, amanhã descemos para Ubatuba para nosso "descarrego" no mar, uma semana com acesso muito limitado à internet, e dias maravilhosos partilhando todos os dias com minha família. Graças a Deus por essa oportunidade.


  • Estava folheando a Ultimato que ganhei hoje, e encontrei essa grande novidade em uma de suas páginas, o livro está sendo lançado pela Editorial Habacuc e tem o título "Igreja Orgânica: Plantando a fé onde a vida acontece", gostei muito desse livro e recomendo, Neil Cole começou um movimento enorme de plantação de igrejas nos Estados Unidos e outros países quando começou a descobrir a simplicidade que deve ser o movimento de plantação de igrejas.
    Falei sobre esse livro ainda esse ano: Igreja Orgânica, leia este livro!

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    Quinta feira participei do webcast com o Ori Brafman, autor de "Quem está no comando? A Estratégia da Estrela do mar e da Aranha", embora a conversa tivesse começado bem tarde da noite, já que a gente avançou mais uma hora em relação aos Estados Unidos, aproveitei a calma das crianças dormindo para acompanhar a conversa das 23:00 até ás 0:15, o problema foi me manter acordado durante a sexta-feira. Eu realmente tenho me acostumado a dormir muito cedo.
    Foi uma conversa bem interessante de se acompanhar, Ori Brafman, bastante entusiasmado em descrever a nova dinâmica das organizações de hoje em dia, organizações que se formam e justificam em torno da missão, não apresentam líderes, e sim catalizadores, por isso, estas organizações não levam nome de líderes, como Willow Creek e Saddleback que são facilmente associados a Bill Hybels e Rick Warren. Na outra telinha, estava Spencer Burke, organizador do Soularize e destas webcasts, fazendo um tremendo trabalho de relacionar estas mudanças ao modo de como as comunidades tem se organizado e como as comunidades emergentes começam a se organizar também. Apresentou também a própria dificuldade de se deixar o controle de sua igreja quando se tem nela o seu ganha pão, além disso, buscou uma transição das igrejas que temos hoje, apoiadas na estrutura como as aranhas se apoiam e suas teias para estruturas mais dinâmicas apoiadas no relacionamento entre iguais. Mostrou também estar bem ligado na conversa pelo chat, apresentou algumas inquietações que o pessoal apresentava e quando alguém do chat insinuou que Burke estava defendendo sua classe quando falava a respeito do sustento dos líderes, ele afirmou no chat que "era isso mesmo".
    Acompanhar a conversa e o chat foi meio complicado para mim, acho que são passos para me aperfeiçoar no meu inglês, de qualquer forma foi bastante divertido. Vi o pessoal contar exemplos de como estavam surgindo comunidades orgânicas dentro da estrutura presbiteriana e muita gente afirmando sua fé na igreja nas casas. E é interessante, no caso deles é até mais comum, mas a plantação de igrejas tem sido associada muito mais a quanto recurso se tem disponível ao invés da missão que o grupo base está buscando, e isso é um viés que precisamos corrigir.
    Achei bem oportuna essa conversa, já tive essa iniciação aos grupos de células com centros de energia diversos pelos livros do Alan Hirsch. Não é a toa que tenho visto como leitura recomendada de alguns missiólogos, o livro "Wikinomics: como a colaboração em massa pode mudar o seu negócio". Wikipedia, Linux, Firefox, Orkut, Facebook, são fenômenos que tem crescido justamente por causa das pessoas que tem se juntado à causa deles, para não falar só de casos da Internet, lembre-se do Al Qaeda, uma organização enorme que não tem cabeça, mas núcleos diversos ao redor do mundo. Lembre-se da igreja chinesa, que cresceu nas casas de formam espantosa durante tantos anos de perseguição.
    Quando colocaram um fórum de que tipo de líder você se via, assinalei que ainda me via como um líder de uma estrutura de teia de aranha, embora tenha tido experiências bem interessantes em promover talentos e catalizar a missão do grupo entre os núcleos de energia, ainda tenho um certo apreço pelo controle, tenho bastante a aprender.

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    Saiu nosso PodCast!

    É com bastante satisfação que estamos lançando o PodCast do Projeto Mandaqui! Eu mesmo que tenho tirado proveito de ouvir PodCasts de algumas igrejas que eu tenho acompanhado, fico bem contente em lançar nosso próprio PodCast!
    Esperamos compartilhar através desse meio muitos de nossos encontros, isso à medida que conseguirmos gravar as mensagens com um nível mínimo de interrupções, gritos de nenês e coisas que um encontros de grupos pequenos sempre tem, além de outras conversas que queremos promover entre a turma.

    Você pode assinar nosso podcast por este endereço:
    http://feeds.podcast1.com.br/projeto_mandaqui.xml

    Você pode acessar nosso canal por este endereço:
    http://www.podcast1.com.br/blog.php?codigo_canal=2796

    Aproveitando a ocasião, já coloco a primeira mensagem que lançamos:

    Mensagem de 29/09

    Desfrute!

    Caçadores do viral perdido

    Depois que eu li o post "Conversa de blogueiro", publicado pelo Thiago no IPod Jesus, um resumo muito bem feito do que ele tem encontrado na blogosfera, comecei a pensar na minha parte da conversa quando falei do CELVA, é legal quando a gente vê um movimento desses gerando uma repercussão que deu nos blogs cristãos, foi legal também o comentário do Pelica a respeito desse movimento sem gerar obrigação de quem está participando, os jovens que estão lá, estão lá porque gostam e não porque são mandados pela mãe pra igreja, engraçado!
    E esse é realmente o tipo de coisa que muito plantador de igreja está atrás, como que se consegue? E aqui vai um recado que deixo para o Pelica, se te perguntarem isso, não responda! Cada movimento é realmente uma história totalmente diferente, tem muita gente que acaba pegando esses exemplos legais como receita e tentam aplicar em seu grupo e vai se frustrar bastante.
    Tem gente que fala que se você ficar procurando muito vai acabar não encontrando nada, a pior resposta para alguém que quer ver as coisas acontecerem e a pior resposta para vermos as coisas acontecerem, mas, de alguma forma, essa resposta tem até um fundo de verdade. Se você estiver muito ansioso procurando pela resposta realmente essa ansiedade vai atrapalhar bastante, mas como chegar lá? Como ter um movimento legal de Cristo que realmente alcance aos amigos nossos e que realmente nos identifiquemos? Ficar esperando? Também não acho.
    O movimento de Cristo não deveria ser um poderoso movimento que se espalhe de forma viral? Foi assim antes, e o que mais se pergunta é o que perdemos dessa multiplicação viral que o movimento de Cristo tem.
    O que mais tenho buscado ultimamente é realmente gerar momentos de vida com amigos em que vejamos nossos filhos crescerem juntos e sejamos a cara de Jesus nesse mundo de hoje. Penso em aplicar muita coisa que tenho visto por aí, mas somente pegar aqueles elementos que se adequam bem à nossa turma e curtir, curtir o grupo de forma que outros queiram participar também, afinal, quando a gente for ver, a resposta não vai estar tão longe assim, "...um grupo conhecido pelo amor", não é tão simples assim, mas também a resposta não está tão escondida.

    O que significa desconstrução

    A Emerging Grace conseguiu descrever muito bem o trabalho da desconstrução compartilhando simplesmente a reforma de sua casa, ela sintetizou isso em 7 fatores:

    1. Começa com o desejo por algo novo, alguma coisa diferente daquilo que se tem;

    2. É bagunçado, parece inconcluído e quebrado por um tempo.

    3. Suas rotinas são atrapalhadas. Todos têm que se adaptar às mudanças quer queiram, quer não.

    4. Algumas vezes é difícil visualizar algo realmente novo até que o antigo seja totalmente ultrapassado.

    5. As desfunções duradouras se tornam mais aparentes, uma vez que você inicia esse processo de desconstrução. Chegamos a dizer, "Não acredito que a gente aguentou isso até hoje. Porque não mudamos antes." De qualquer forma, às vezes é difícil enxergar as coisas que você tem que aguentar.

    6. Tentar consertar o antigo pode se tornar um obstáculo ao implementar o novo. Frequentemente é mais fácil e tem resultados melhores implementar algo novo do que tentar fazer alguma coisa antiga funcionar.

    7. Os planos tem que ser flexíveis. às vezes o plano de começar de vez tem que ser adaptado às circustâncias que aparecem.

    Conhecidos pelo quê?

    Hoje de manhã, consegui me convencer que podia sair da cama antes das 6:00 para caminhar e saí mesmo no escuro para sair também do meu sedentarismo, depois daquela última vez, consegui dar só mais uma boa caminhada em Serra Negra ouvindo a mensagem "God is Green" de Rob Bell, (depois eu falo).
    Hoje peguei uma das mensagens de Michael Frost no Resonate Greenhouse (o cara prega bem hein!), ele estava falando a respeito da marca da igreja, como somos conhecidos? É como se Jesus tivesse falado, "e minha igreja será conhecida pelas construções que se tornarão pontos de visitação da cidade" ou "e minha igreja será conhecida por suas bandas que venderão muitos CDs em meu nome" ou "e minha igreja será conhecida pelas rádios (mesmo piratas) e programas que meditarão na minha palavra todo dia". Seremos conhecidos pelo amor!
    Ele também citou um fato que Alan Hirsch (seu parceiro de livro) baseou seu livro "The Forgotten Ways", quando Mao Tse Tung promoveu a revolução cultural, fechou tudo quanto é igreja e sufocou qualquer testemunho da igreja de 2 milhões de pessoas que haviam lá, o pessoal deve ter ficado preocupado, como nossa igreja vai sobreviver sem nossos templos? Como iremos sobreviver sem nossos programas regulares? Como iremos sobreviver sem seminários? Como iremos sobreviver com reuniões tão pequenas? E dependendo do amor e o poder do Espírito Santo a igreja hoje tem 60 milhões de pessoas.
    Faz pensar... Finalizei os últimos 10 minutos de caminhada com umas músicas da Mars Hill de Seatle, o pessoal tem umas músicas muito legais e fazem umas adaptações de hinos muito boas, vale a pena conferir.
    Comecei o dia muito bem, espero continuar.


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    Ah! Amanhã coloco um meme valendo livros da Thomas Nelson! Não percam


    Demorou um pouco, mas acabei essa missão de apresentar um pouco o livro, espero que tenha sido uma síntese só para te dar o gosto de examinar o livro, esse livro foi bem aceito na comunidade emergente internacional e seu conteúdo justifica essa aceitação. Alan Hirsch não nos dá só palpites ou tendências para a igreja, mas apresenta uma alternativa bem factível para a igreja em uma era pós cristã. Suas apresentações são bem densas e combina não somente bases teológicas, mas se aproveita muito da inteligência contemporânea. Por tudo isso o que coloquei é somente um resumão para dar um gosto para você pesquisá-lo melhor.
    Tenho em mente que esse livro, mais o livro "Emerging Churches" de Eddie Gibbs mais o "The Shaping of things to come" são livros essenciais para se expandir as idéias a respeito da igreja emergente ou igreja missional, espero fazer uma apresentação sobre o segundo no nosso próximo encontro do grupo emergente aqui em São Paulo. O Sandro Baggio está bastante entusiasmado com o livro "O DNA da liderança cristã" e pelo que me falou, é um representante em português bastante interessante para se juntar a essas discussões.
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    Nesse último aspecto presente no mDNA, Hirsch coloca uma peculiaridade na vida comunitária e por conta dela diferencia até seu nome para communitas:

    Communitas, como veremos, pode assumir formas variadas, mas seja elas quais forem, ela descreve exatamente o tipo de comunhão e amizade que era experimentado nos movimentos fenomenais de Jesus, e torna-se então, em um elemento essencial à genialidade apostólica. (p.218)

    Um dos fatores mais enfatizados pelo autor ao longo desse capítulo, é a limiaridade, a communitas não é somente a reunião de pessoas, mas há uma causa muito forte os unindo e há também uma união bastante solidificada através das experiências limite da comunidade, exige não somente um tempo comum, mas sofrimentos em comum assim como vitórias em comum.
    Um fenômeno triste que ocorre em várias comunidades com a emergência da cultura pós-moderna tem sido a fuga em torno de um mundo paralelo. Ao invés da comunidade enfrentar esse caos e se adaptar, ela acaba fugindo dele criando um mundo artificial, no entanto, não vamos deixar de ver as consequências daqueles que terão que enfrentar o mundo sozinho e vão enfrentar uma grande frustração. Com um exemplo que a maioria de nós vimos no "Procurando Nemo" o autor ilustra:
    "...podemos dizer que a sobrevivência dos sistemas vivos favorece o aumento do nível de adrenalina, atenção e experimentação. Por exemplo, "peixe em um aquário pode nadar, se alimentar, obter comida com o mínimo esforço e se manter livre de predadores. Mas como todos os donos de aquário sabem, estes peixes são etremamente sensíveis às menores variações do aquário. Os donos tem que regularmente limpar o aquário, monitorar a temperatura, monitorar o pH e alimentar os peixes. Isso porque não há um ecosistema natural no aquário - é um ambiente artificial. Por ouro lado, o peixe no mar tem que trabalhar muito mais duro para se susentar e são sujeitos a maiores ameaças. Mas porque eles aprenderam a lidar com mais variações (temperaturas, suprimento de comida, predadores etc) eles são mais fortes quando encontram um desafio" (p.229)

    Interessante que o autor gosta do Paulo Coelho, assim como no livro anterior, nesse livro ele colocou uma frase dele: "Um barco está mais seguro quando está no porto. Mas não foi para isso que o barco foi feito". Ele soube reter o que é bom!
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    Se fala muito contra a institucionalização da igreja, o autor se junta a estas vozes, mas o que vai substituir a igreja como uma máquina bem ajustada? Hirsch propõe uma visão mais orgânica que veja a igreja como fora proposta pelos apóstolos, um organismo vivo.

    "À medida que crescemos e começamos a operar no modo clássico de crescimento da igreja, era cada vez mais difícil encontrar Deus no meio de um aparato semelhante a uma máquina que era necessário para 'tocar a igreja'... Um enfoque de sistemas vivos busca estruturar a vida comum de uma organização ao redor dos rítmos e estruturas que espelham a vida em si mesma. (p.182)"

    No estudo de alguns autores que propõem um enfoque orgânico, Hirsch encontrou alguns aspectos que favorecem essa análise: todas as coisas vivas parecem ter uma inteligência nata; a vida parece ser sempre interconectada; informação trará mudanças à medida que todos os seres vivos respondem à informação e estes seres vivos respondem aos desafios de adaptação e emergência. Para esse enfoque funcionar, precisamos de algumas providências:
  • 1. Precisamos assumir que todo grupo particular do povo de Deus, se são fiéis, tem tudo que eles precisam para se adaptar e sobreviver em qualquer situação (mDNA latente)
  • 2. O trabalho da liderança missional aqui é trazer vários elementos ao sistema para um interrelacionamento significativo
  • 3. Precisamos levar o sistema até o limite do caos; isto é, ele precisa ser altamente reativo a seu ambiente
  • 4. Como os sistemas existem em uma massa de informações desordenadas, a tarefa da liderança aqui será ajudar a selecionar o fluxo de informações e focar a comunidade ao seu redor

  • Interessante que essa necessidade do caos tem sido cada vez mais emergente pois, os sistemas vivos que entram em equilíbrio tendem à morrer ou definhar, só essa aproximação fará com que o sistema vivo responda melhor às novidades que lhe são propostas e crie soluções para sua adaptação. O livro mesmo já dedica um anexo inteiro definindo a teoria do caos em relação à igreja pós-moderna.
    "Plantar uma nova igreja ou remissionalizar uma já existente, não é um enfoque primariamente em construir templos, definir cultos de louvor, tamanho de congregações e cuidado pastoral, mas posicionar toda a comunidade ao redor de um discipulado natural nas amizades, louvor como um estilo de vida e missão no contexto da vida cotidiana.(p.185)"

    Nesse enfoque orgânico, vemos que a geração de novas comunidades se daria através de um nascimento de outro organismo vivo e não pela clonagem, isto é, as comunidades deveriam gerar outras sem se preocupar que estas sejam um cópia delas. E a geração de novas igrejas deveria ser algo realmente natural, igrejas que não geram outras, são casos realmente preocupantes.
    Finalmente, temos dois aspectos orgânicos que devem estar presentes na vida da comunidade, um é a questão da rede de relacionamento, comunidades operam em redes descentralizadas, o autor citou até o Al-Qaeda como um movimento que soube utilizar muito bem esse aspecto de operação em rede. Outro aspecto é o crescimento, a verdade do evangelho é algo para ser transmitido de forma viral, algo que deverá contagiar pessoa a pessoa, se idéias como ICQ, Orkut cresceram dessa forma, por que a boa nova de Cristo não deveria? Cabe lembrar que a boa nova de Jesus Cristo já foi transmitida de forma viral em vários movimentos de Jesus na história, basta recuperar esse aspecto apostólico desses movimentos.
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    Fui convidado pelo Feijão a enumerar 5 coisas que não concordo com a igreja atual. Fico lisonjeado pela lembrança, mas peço a licença de esculhambar um pouco o esquema!
    Naquela figura de que quando se aponta um dedo há quatro apontando para mim, tenho que admitir que tenho muita culpa no que a igreja é hoje também, fui líder atuante dos grupos de jovens que participei a nível local e regional, fui (sou) oficial de igreja, curti muito ir de paletó e gravata à igreja, falar à frente, fazer orações públicas etc. Então assumo que a culpa é minha (também).
    Dado o meu desconforto em enumerar o que não concordo com o que ajudei a construir, gostaria de me redimir e colocar um check list de 5 providências urgentes que preciso tomar na comunidade que estou empenhado em plantar (vou escrever como um lembrete a mim mesmo para ir consultando durante o processo de plantação da igreja:

  • 1. Esqueça a Escola Dominical - A criança e o adolescente precisam de uma educação bíblica muito consistente. Passou disso, não vai adiantar trazer os barbados para Escola Dominical, é como novela, passou 6 meses e você não lembra mais o que aconteceu. Para uma educação geral, um currículo de cursos livres vai ajudar, mas o discipulado pessoal é hoje, para mim, inegociável na formação espiritual de quem vier
  • 2. Envolva a comunidade no mundo sem criar um mundo para a comunidade - Precisamos e podemos ter nossos encontros e fazer muita coisa legal, mas não podemos esperar o pessoal entrar para descobrir o que a igreja é, assim como não podemos fazer um mundo de coisas para deixar os crentes tão ocupados que vai parecer que o mundo gira ao redor da igreja. Espero que nossa comunidade seja intencional em fazer coisas com pessoas que estarão em nossa órbita tanto quanto permita que cada crente tenha um tempo decente para desenvolver sua órbita própria, curtir os amigos, a família e ser luz lá, afinal ele é igreja também
  • 3. Sem essa de manual de introdução à comunidade - Espero que os líderes sejam tão influentes e sensíveis a ponto que não seja necessário identificá-los em um organograma para mostrar quem é que manda, espero também que a vida da comunidade seja tão clara e harmoniosa a ponto que não seja necessário também mostrar a quem entra qual é a prioridade da comunidade no momento
  • 4. Sem constrangimento- Gostaria de um lugar para pessoas imperfeitas que quisessem buscar a Deus, os exemplos teriam que estar claros na vida, não somente no discurso, as dúvidas tem que ser encorajadas sejam elas quais forem, os conflitos tem que ser aproveitados para gerar soluções criativas. Ninguém é tão santo quanto parece, se a cultura da sua comunidade estimular heróis, você está frito! Ninguém vai admitir suas falhas para ser promovido à classe mais alta. Fique de olho no que a cultura da comunidade promove ou desestimula para não tornar a igreja, um lugar de pessoas tão perfeitas que ninguém mais vai precisar melhorar, e se chegar a essa situação, a igreja vai morrer!
  • 5. Arte é expressão, não ferramenta - Arte é o melhor meio para falarmos a Deus o quanto ele é bom e relevante às nossas vidas, mas lembro uma citação de Schaeffer que o Sandro Baggio sempre me lembra que a igreja tem uma visão bastante utilitária da arte. Utilizar a arte com segundas intenções pode tirar a autenticidade da expressão, queremos ser fluentes em se expressar artisticamente, mas precisamos ter cuidado para não deixar de ser honestos e autênticos com ela
  • 6. Nada como o testemunho pessoal - já que esculhambei o esquema, vou colocar um sexto ítem que também acho importante, como na igreja de Atos, as pessoas vão entender nossa mensagem à medida que ver como essa mensagem se reflete na vida da comunidade, a vida de cada crente e a vida da comunidade como um todo é o melhor testemunho para alcançar as pessoas. Não caia na tentação de entrar em uma rádio ou TV e sair pregando achando que as pessoas um dia vão cair sem querer em sua mensagem e se converter, isso pode até ser útil para pessoas que estão longe sem alcance a um testemunho cristão, mas na selva evangélica que a gente está agora, só seremos mais um gritando nesse meio todo, isso fora o mico. Utilize seus recursos de forma melhor e mais inteligente!

  • É mesmo, fui muito influenciado pelo que tenho lido ultimamente, afinal, comprei estes livros para isso mesmo! Veja o que os demais selecionados responderam (acho que escrevi quase os mesmos pontos que eles só que de forma meio diferente!):
    Alê Seloti, Fábio Borges, Camila Monteiro, Nelson Costa e Feijão Costa.

    Comunidades orgânicas não têm uma fórmula, têm um tipo de liderança peculiar, o qual o autor qualifica de liderança apostólica. Este é quem vai personificar o mDNA e vai criar todo o ambiente para que as outras funcionalidades da igreja funcionem de forma correta.

    "Ministério apostólico é basicamente uma função e não um cargo. Cargo, como nós normalmente concebemos, se refere a uma posição em uma instituição estabelecida e centralizada, e requer que sua autoridade venha de um cargo na estrutura institucional... Ministério Apostólico, o qual esteve muito ativo na igreja primitiva, era percebido como um dom e um chamado por Deus, e era autenticado por uma vida consistente com sua mensagem, e reconhecido por seus efeitos no movimento e em seu contexto era, literalmente, a extensão da missão de Deus e da sustentabilidade e saúde das igrejas"(p.153)

    O ministério apostólico requeria três funções básicas:
  • 1. Personificar o mDNA através da abertura de novo campo para o evangelho e a igreja
  • 2. Proteger o mDNA na aplicação e integração com a teologia apostólica
  • 3. Criar o ambiente para que outros ministérios surjam

  • Segundo o autor, o ministério apostólico criaria o ambiente para o ministério profético, que por sua vez criaria o ambiente para o ministério evangelístico, que criaria o ambiente para o ministério pastoral, que criaria o ambiente para o ministério de ensino.
    Como enfatizado, essa autoridade não vem do nome, mas da vida, vem do exemplo do servo sofredor e assim de sua influência da sua mensagem corroborada por seu exemplo.
    O autor relembra a estrutura apostólica levantada em seu livro anterior e detalha suas funções na comunidade, às quais se encaixam na idéia de um sistema de aprendizado aberto, possibilitando ao grupo os processos de "encaixar e dividir" assim como "contender e transcender", o grupo "encaixa" no momento em que se une e "divide" quando ele se abre para receber novas idéias. "contende" quando se estimula o debate e "transcende" quando todos se comprometem a resolver as diferenças e encontrar novas soluções.
    De uma forma bastante prática, o autor sugeriu como funcionaria a equipe apostólica em uma comunidade orgânica, cada funcionalidade teria uma equipe cujo líder participaria da equipe de liderança da comunidade, e estas funcionalidades poderiam trabalhar da seguinte forma:
  • Apóstolos - plantação de igrejas, estratégia e rede do movimento
  • Profetas - advocacia, justiça social, oração e intercessão
  • Evangelistas - evangelismo, cursos alpha, alcance nas ruas
  • Pastores - Louvor, cuidados pastorais, grupos pequenos
  • Mestres - Mensagens, cursos e desenvolvimento de materiais

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    Aqui, Alan Hirsch relembra um aspecto que desenvolveu bastante no seu livro anterior: The Shaping of Things to come, o impulso Missional Incarnacional. Como já comentei, ele descreve a igreja hoje como altamente atracional, as pessoas são atraídas para a igreja para só então ter alguma experiência do reino; no aspecto incarnacional, a igreja se faz presente na sociedade, vai até a sociedade promovendo o reino.

    ...olhamos para o ímpeto e o padrão dos movimentos de Jesus através do tempo e do espaço, um fator que escolhi chamar de impulso missional-encarnacional... a tese desse capítulo é que, a não ser que abracemos este modo, nós efetivamente trancaremos a genialidade da igreja apostólica, literalmente, em semear e permear o evangelho nos diferentes grupos, culturas e sociedades e assim semear as sementes da multiplicação rápida... enquanto é um elemento decisivo do mDNA, é um dos meios mais superficialmente cobertos porque é ofuscado e capturado pelo pensamento sincero que é moldado em outro modo e capturado por outra idéia - o evangelismo atrativo.(p.128)

    Relembramos que a natureza da missão desde o envio de Jesus ao mundo é o de enviar ao invés de atrair. Jesus foi enviado e levou o evangelho a diversas culturas dentro da Israel ocupada e encarnou, viveu o evangelho onde esteve. O autor identificou quatro dimensões na encarnação de Deus em Jesus, o messias: Presença, Proximidade, Serviço poderoso e proclamação.
    O autor, no seminário onde leciona, a Forge Mission Training Network, apresenta um princípio para o engajamento na missão em uma missão pós-Cristã:
    Cristologia determina a missiologia e esta determina a eclesiologia.

    A forma como vemos a pessoa de Jesus Cristo define o quanto vamos abraçar a missão, em Jesus vamos saber como lidar com as pessoas que precisam ser alcançadas pelo reino. Uma vez que aprendemos e nos engajamos na missão, a igreja será definida desse relacionamento.
    Um exemplo desse impulso é a forma de se ver o Terceiro lugar, reconhece-se o primeiro lugar como o lar e o segundo como a escola ou o trabalho. Trabalha-se então para oferecer o terceiro lugar para as pessoas pertencerem:
    Qualquer lugar em que as pessoas se juntam por razões sociais poderiam ser um bom lugar para o engajamento missionário. Terceiros lugares (o lugar onde escolhemos para passar um pouco o tempo) são barzinhos, cafés, clubes, centros esportivos etc. Para essas comunidades, a igreja se localiza onde quer que eles estejam.(p.147)

    Já pensou na sua igreja como um bom terceiro lugar? Já pensou em desenvolver sua comunidade em um desses terceiros lugares?

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    Alan Hirsch considera o discipulado como um dos aspectos mais importantes do mDNA, os movimentos cristãos mais importantes da história foram conduzidos por discípulos e tiveram sua sequência devido aos discípulos que os primeiros geraram.

    "Para o seguidor de Jesus, o discipulado não é o primeiro passo de uma carreira promissora. Este é em si mesmo, o cumprimento de todo seu futuro. (p.103)

    Muito infelizmente, a prática do discipulado é uma prática meio em desuso, à medida que a igreja abraçou a forma atracional, ela apelou muito para a cultura corrente em que ela começou a mercadejar suas experiências espirituais em troca do tempo do crente e também de seus recursos, a igreja busca a experiência do momento para garantir que seu seguidor está desfrutando do melhor e emprega profissionais para promovê-lo. Por causa desse viés, o autor vê no consumismo, a maior ameaça ao cristianismo verdadeiro, muito maior que qualquer outra religião ou ideologia, pois foi dessa forma que fazer igreja se tornou algo para profissionais, e o discipulado, como mera absorção de idéias, foi reduzido ou desprezado.
    O autor vê a idéia do discipulado como uma conspiração dos pequenos Jesus'es:
    "Se o coração do discipulado é se tornar como Jesus, então me parece que uma leitura missional desse texto (Mateus 28:18-20) requer que vejamos que a estratégia de Jesus é ter todo um lote de suas imitações, pequenas versões dele infiltrando cada parte da sociedade e se reproduzindo a si mesmos e através destas pessoas em todo lugar de todo o mundo."(p.113)

    Nesse caso, a autoridade não viria meramente em um cargo dado, mas à influência exercida pelo discipulador. A forma orgânica, não olha para o organograma, mas para a energia.
    Uma coisa que me chamou muito a atenção do ReImagine, em San Francisco, foi sua formação de lideranças, a comunidade é pequena, mas eles treinam lideranças vindas de várias partes do país. Eles fazem isso não somente com seminários ou conferências, mas simplesmente com vivência, as pessoas vão para casa de alguns dos líderes e passam um tempo aprendendo com eles, andando pela cidade, escrevendo poesias etc.
    Mas uma coisa muito importante para esse passo é que para isso, você tem que viver esse evangelho, não estamos falando de assimilação de idéias, mas de influência de vida. Se você quer criar cópias de Cristo, Jesus já deve estar bem refletido em sua vida.

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    Tá na hora...

    Hoje, entre um tapa no soneca do relógio e outro, sonhei que estava orando por um pessoal do meu trabalho. Coisa meio maluca não é? A verdade é que a minha vida devocional tem sido bastante irregular, não tenho sido nada disciplinado em começar todo o meu dia com oração. Pô, será que se não abro um tempo para orar acordado vou ter que orar dormindo? Hoje até dispensei minha consulta matinal à internet para poder ficar um tempo com Deus. Nesse processo de plantação de uma comunidade eu reconheço que deveria estar muito mais tempo em oração.
    E esta manhã fui viajando, viajando (eu viajo muito nos meus pensamentos) e agora estou orando bastante por uma Escola Bíblica de Férias nas redondezas da minha casa. Se eu conseguisse uma casa já seria meio caminho andado para fazer uma EBF legal por aqui, pois tenho alguns dias das minhas férias que poderia fazê-lo.
    Precisava de uns pesos pesados de oração para me acompanhar nessa intercessão.

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    O Bom Soldado

    Descobri que o pastor da Mars Hill Church de Seatle, Mark Driscoll tem um blog, e ele é mantido no site The Resurgence, além de seu blog, há também o blog de Ed Stetzer, de quem li um livro bem iteressante sobre plantação de igrejas.
    No blog, o pastor Mark fala de um vídeo sobre plantação de igrejas (The Banned Church Planting Video) que ele mandou para uma conferência sobre o assunto, mas foi criticado e evitado por não ser tão politicamente correto. Ele tem muitas recomendações interessantes:

    Ele é lembrado constantemente em nossas conversas emergentes, embora tenha algumas opiniões bem controversas, ele é um pastor bastante direto, como você vê no filme, com grande firmeza doutrinária. Merece ser ouvido.
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    Igreja Orgânica

    Terminei essa semana o "Organic Church", esse livro me atraiu por ser uma publicação do Leadership Network e pela proposta "Crescimento da fé onde a vida acontece", acho que mais do que os eventos evangélicos, é no dia a dia que a fé vai se espalhando e crescendo.
    No começo, quando comecei a ler sua proposta a respeito do quanto o templo e a estrutura não são primordiais ao reino, me veio aquela sensação de ver a mesma estória novamente dita de outra forma, como se estivesse lendo o mesmo livro mais uma vez. Acho que é sinal de que estou lendo muito livro de igreja emergente.
    Não que eu esteja cansado disso, na verdade, acho que estou mais do que convencido do quanto o templo e a estrutura não são tão prioritárias assim, é lamentável ver o quanto as igrejas levam a sério o lance do templo quando colocam a fachada do templo como símbolo da igreja nos boletins e até nos grupos do Orkut. Um dia fui ver o histórico de uma igreja em um site e quando vi, o histórico era dos lugares em que a igreja passou, e os pastores que teve, foi isso a vida da igreja que eles querem que o pessoal saiba.
    Quando pensei que estava lendo mais do mesmo, comecei a ter a grata sensação de estar sendo desafiado em oração e fé. É um livro que nos lembra qual é o motivo de estarmos nesse negócio, levar esperança às pessoas e promover mudança de vidas. O autor não tem muita cerimônia para plantar novas igrejas, na menor oportunidade ele já abre uma em alguma casa de um homem de paz.
    Foi uma leitura muito boa, revigorante e que me faz cair de joelhos novamente e clamar por muita gente ao meu redor que precisa de Jesus.
    Ele listou o que faria se começasse novamente:

  • Começaria na colheita e começaria pequeno - não começaria com um time grande de crentes, dois para ele bastaria
  • Deixaria Deus construir em outros lugares - não plantaria uma igreja em sua própria casa
  • Prepararia outros desde o começo- não lideraria demais
  • Deixaria as Escrituras liderarem, não sua agenda - colocaria todos os assuntos ministeriais à luz da Bíblia
  • Repensaria liderança - recrutamento de líderes está com os dias contados, cultivo de líderes é o que importa
  • Criaria obediência imediata ao batismo - batizaria rapidamente e deixaria o evangelizador batizar o convertido
  • Desistiria da minha posse da comunidade - Deixaria de me preocupar se "minha" plantação da igreja daria certo ou não

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    Mais algumas expectativas...

    Além dessa enorme oportunidade de conhecer o Mosaic e de entender melhor sua visão através da conferência, devo aparecer também na Kairos, uma igreja do bairro de Hollywood que tenho de alguma forma acompanhado depois que comecei a colaborar com um dos seus sites, a igreja não é muito grande, pelo que vi, ela é resultado de uma turma que saiu do meio dos Estados Unidos para plantar a igreja lá, e essa experiência da plantação será muito interessante para mim, além disso, como a igreja não é muito grande posso ter uma idéia mais factível do que se aplica nessa plantação. Cheguei a marcar um café com o JR Woodward, que é pastor dessa igreja, ele mesmo me convidou para participar do site de sua igreja com o objetivo de ter visões de várias pessoas do mundo, "postando para o Reino". Tenho acompanhado seu site e ele tem demonstrado ter uma visão muito apurada de Reino.
    Graças ao Sandro Baggio, quando formos para São Francisco, poderei ter um contato legal com Mark Scandrette, li a seu respeito no livro Emerging Churches e o trabalho do ReImagine, agora que troquei alguns e-mails com ele, pude verificar melhor o trabalho do Seven, que é uma comunidade monástica bem interessante com uma busca impressionante a respeito do que significa seguir a Cristo em Comunidade.
    Esse vai ser o meu primeiro evento depois que comecei meu blog, espero poder compartilhar esses momentos que estiver passando lá, nessas horas, o blog pode cair muito bem para os diários de viagem, a desvantagem é não ter tantas novidades para contar na volta. Não sei se devo postar mais até lá, essa semana será uma loucura, por isso só peço por suas orações. Pelo que me espera, acho que vai ser algo para impactar a vida, espero saber bem o que fazer com tudo isso que vou receber lá quando voltar.

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